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Lixo Hospitalar: 90% dos estabelecimentos de Natal têm plano de resíduos 24/07/2011

Posted by Afauna Natal in Meio Ambiente Urbano.
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Fonte: No Minuto.com.

De acordo com a atual legislação ambiental, todos os estabelecimentos de saúde devem possuir um Plano de Gerenciamento de lixo hospitalar.

Por Rayane Guedes

Os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) – mais conhecidos como lixo hospitalar – gerados na capital potiguar estão recebendo a atenção devida pelos estabelecimentos públicos. A conclusão partiu da Coordenadoria da Vigilância Sanitária (COVISA), responsável pela fiscalização sanitária na cidade, que indicou que cerca de 90% dos hospitais públicos de Natal possuem e seguem um Plano de RSS.

De acordo com o engenheiro responsável pelo setor, João Rafael Guimarães, “a maioria dos hospitais de Natal possui atualmente o plano de gestão de seus resíduos. Apenas uma parte, que consideramos pequena, cerca de 10% está sem alvará sanitário, pois ainda estão elaborando o seu plano, ou estão em processo de revisão”.

De acordo com a Lei Municipal nº 187/02 e a Resolução Conama nº 358/2005, todos os estabelecimentos de saúde devem possuir um Plano de Gerenciamento de lixo hospitalar. As duas legislações determinam como o material deve ser tratado, desde o seu descarte inicial até o seu processamento, atualmente feito através de incineração.

“Você pode chegar a qualquer um dos hospitais e o lixo é acondicionado de maneira correta. É um trabalho de longa data que nós desenvolvemos junto a cada nova direção”, registrou o engenheiro da Covisa.

A resolução do Conama classifica os resíduos considerados impactantes à saúde e ao meio ambiente como: agentes biológicos (grupo A), agentes químicos (grupo B), materiais radioativos (grupo C), resíduos comuns (grupo D) e os resíduos perfuro cortantes, como agulhas e catetes (grupo E).

Foto: Elpídio Júnior

“Cada um destes grupos e subgrupos tem sistema de acondicionamento, coleta, transporte, tratamento e destino final específicos, necessitando assim de uma segregação na fonte geradora”, explica Josivan Carvalho, Mestre em Engenharia Sanitária e Ambiental.

Durante as fiscalizações da Covisa a atenção é dada principalmente aos materiais do grupo A e E, por serem de maior volume. “Nós fiscalizamos, por exemplo, se eles estão em sacolas adequadas, e no caso do Grupo E se estão em reservatórios antiperfurantes. É preciso ainda avaliar se os profissionais estão usando equipamentos de segurança e o local onde esse lixo é acondicionado dentro do hospital”, explicou João Rafael.

Segundo o engenheiro, o armazenamento do material deve ser feito em câmaras de lixo isoladas dos demais resíduos. “Esse local deve possuir uma porta larga, chão de fácil higienização, assim como as paredes que também devem ser de fácil higienização. É preciso ainda ter um ralo para a limpeza com um sumidouro e uma fonte de água próxima”, descreve.

INCINERAÇÃO TERCEIRIZADA
O encaminhamento dado ao lixo depois que é retirado hospital é de responsabilidade da Urbana, que atualmente terceiriza o serviço com uma empresa privada – Serquip. A empresa é licenciada pelo Instituto de Desenvolvimento e Meio Ambiente (Idema), para realizar transporte e tratamento de lixo hospitalar e resíduos industriais. O documento é válido até dezembro de 2011e vem sendo concedido ao grupo desde 2003.

Segundo a coordenação de fiscalização do Idema, todos os procedimentos são feitos dentro do que determina a lei. “A empresa conta com dois incineradores específicos para resíduos de saúde. Eles têm que apresentar trimestralmente todas as análises de emissão gasosa, tudo é acompanhado pela equipe de fiscalização do Idema”, explica Graça Azevedo, coordenadora do setor de fiscalização do Instituto.

O transporte do lixo hospitalar inclui a utilização de bombonas com capacidade para 25 ou 60 Kg – tambores de polietileno e dentro deles sacos plásticos onde o lixo é acondicionado.

Foto: Elpídio Júnior

“Nós não podemos falar que nunca aconteceu [vazamentos], mas o isolamento é perfeito, os sacos de cada bombona chegam selados. Só para você ter idéia, as denúncias não costumam demorar nem 24 horas para serem apuradas e solucionadas e na maioria das vezes é falta de conhecimento mesmo”, relata a coordenadora.

Antes dos gases serem emitidos ao ar livre, passam ainda por uma lavagem e uma posterior segunda queima. “No sistema são produzidas as escórias do processo de incineração, uma vez que não o lixo não é queimado e sim incinerado. Vale ressaltar que o material gerado no tratamento é bem mais espesso que cinzas”, explicou o ambientalista Josivan Carvalo.

As cinzas são levadas para o aterro sanitário de Ceará-Mirim.

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