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Ausência de fossas sépticas aumenta o problema 28/08/2011

Posted by Afauna Natal in Fiscalização Ambiental, Meio Ambiente Urbano, Semurb.
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Fonte: Diário de Natal/O Poti.

Se as línguas negras nas praias trazem prejuízos à saúde, à estética e ao turismo, na cidade esse problema está nas ruas, sobretudo em bairros mais periféricos onde se percebe muita água servida saindo das residências. Quando se tem um sistema de drenagem, a água suja segue o caminho das praias, mas quando não se tem fica alojada nas ruas, prejudicando o calçamento e o asfalto e da mesma forma espalhando doenças.

Embora o Código de Obras da cidade não permita o lançamento de nenhum tipo de água servida nas ruas, a população principalmente de bairros mais humildes mantém essa prática, mesmo tendo fossa séptica e até já sendo saneado. É o caso, por exemplo, do bairro de Mãe Luisa, recentemente saneado, onde muitas residências ainda não fizeram as instalações internas para ligar no novo sistema. Daí, os proprietários preferem lançar esgoto na rua que, ao cair na sarjeta, naturalmente desce nas bocas de lobo, entra nas galerias e caem na praia.

Quando os técnicos da Caern e os fiscais da Semurb conseguem detectaro lançamento desse material na rua, a resposta que recebem é sempre a mesma: “Doutor, eu não tenho nem dinheiro pra comer, como é que eu vou comprar cano e pagar alguém pra fazer isso”. Para Lamarcos, se não há justificativa para quem lança esgoto na rua, imagine quando a casa é saneada, “até porque 90% das residências que jogam água servida para a rua têm condições físicas no ambiente para instalar fossa séptica”.

O problema é que muitos desses proprietários alegam que a água servida contribui para a fossa encher mais rápido. O que, segundo Lamarcos, é um pensamento equivocado porque acontece justamente o contrário. “Se uma fossa só recebe a parte de esgotamento sanitário ela comata ou impermeabiliza muito mais rápido, enquanto que se ela recebe água as paredes não isolam e a água infiltra no solo, o que significa dizer que a fossa que recebe água demora muito mais tempo para encher”, garante ele.

Línguas negras

Embora as ligações que mais causam mais efeito aos olhos das pessoas sejam aquelas a céu abertoque desembocam nas praias, existem nove cenários diferentes que podem se enquadrar na situação de clandestinidade. Outro tipo muito usual é a que leva água de drenagem para o sistema de esgoto sanitário, provocando o extravasamento de esgotos da Caern em via pública devido ao subdimensionamento das manilhas e tubulações, levando a descer pela sarjeta e terminando por cair nas galerias.

“Por isso, nem toda água servida jogada na praia é resultado de ligações clandestinas, também do problema do subdimensionamento das tubulações que não são adequadas para a vazão. Quando acontecem esses casos, a Caern deve fazer a readequação do sistema para resolver o problema”, explica Aristotelino, esclarecendo ainda que as águas servidas têm duas categorias: a água preta e a cinza. A preta é a mais problemática, resultado de resíduos de fezes e urina, já a cinza é menos perigosa do ponto de vista sanitário, já que provém de cozinha e de roupa. Enquanto nas ruas predomina a água cinza, nas praias desce a água preta, facilmente identificada pelas línguas negras que trazem muito mais riscos à saúde. 

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