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Cláudio Porpino sugere privatização dos cemitérios de Natal 03/11/2011

Posted by Fiscal Ambiental in Meio Ambiente Urbano, SEMSUR.
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Fonte: No Minuto.com.

Segundo secretário, cemitério do Planalto não tem nenhuma licença ambiental para realizar sepultamentos.

Por Tiago Medeiros

Elpídio Júnior

Porpino: Natal carece de áreas públicas para novos cemitérios.

Para o secretário municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Cláudio Porpino, a solução para a superlotação dos cemitérios de Natal passa por uma Parceria Público Privada (PPP).

De acordo com Porpino, Natal carece de áreas públicas para a construção de novos cemitérios, e o do bairro Planalto, inaugurado desde 2007, não possui nenhuma licença ambiental para realizar os sepultamentos. “O cemitério foi construído próximo a uma área de dunas, sem as mantas de impermeabilização e não possui nenhum sistema de tratamento do chorume”, revelou.

Os quase 24 mil túmulos, nos oito cemitérios públicos da cidade, já não são mais suficientes para atender a demanda de sepultamentos. Nos cemitérios não há se quer mais espaço para a abertura de novos sepulcros, que já estão sendo improvisados, nas vias de circulação e entre os túmulos.

O que o secretário não explicou foi com se viabilizaria essa parceria, nem tão pouco onde seriam enterrados os cadáveres não identificados pelo Instituto Técnico e Científico de Polícia (Itep).

A sugestão do secretário reaviva na memória dos fiéis, e dos infiéis, a venda de indulgências, de outrora, da igreja católica, e os apelos financeiros das igrejas evangélicas, tão criticadas. E deixa transparecer que, em Natal, só pagando para se ter paz depois de morto.

Patrimônio histórico

Na tarde dessa terça-feira (1), o Cemitério Público do Alecrim foi tombado como patrimônio histórico e cultural da cidade. Os mausoléus do cemitério foram transformados em patrimônio do município e a partir de agora, nenhum túmulo pode ter suas características físicas e arquitetônicas alteradas.

O tombamento foi visto pelos visitantes como uma ação acertada da prefeitura. “Está muito melhor. Está tudo limpo, mais iluminado e tem até guardas. Aqui pode vir a ser um ponto turístico”, disse, otimista, Daliana Cascudo, neta do historiador Câmara Cascudo.

EM TEMPO (Opinião crítica)

Tem gente que bebe, tem gente que fuma, tem gente que funga e tem gente que come cocô. E tem também aqueles que fazem tudo isso e aqueles que pensam que a coisa pública é como mobilha de casa de praia, quando não nos serve mais, quando atrapalha, incomoda ou exige manutenção, joga-se fora e põe-se outra “velha” no lugar.

Essa receita de privatizar, privatizar, privatizar já foi tentada no Brasil (Collor e Fernando Henrique) e não deu certo.  Ora, se a pessoa não tem competência para adminstrar nem a morada dos mortos – coitados – que não reclamam, não fazem barulho, não fazem piquete na frente da Prefeitura, não expõe bonecos sobre os túmulos para chamar atenção, imagine cuidar das coisas dos vivos (ambulantes, camelôs, praças, áreas verdes, feiras, podas e abates de árvores, etc.) que dão muito mais trabalho… É melhor pedir pra sair, porque isso aqui não é um bloco que roda o machadão durante três dias não, é uma cidade metropolitana, com seus problemas e complexidades e foi pra isso que o povo elegeu a atual governante: resolver os problemas da cidade, não privatizá-los como se a morte fosse uma opção de prateleira de supermercado e não uma certeza para pobres, ricos, brancos, negros, homens, mulheres, meninos, velhos que muitas vezes não tem nem o que comer, imagina para se enterrar… Chego a estremecer com tamanha falta de zelo pela coisa pública.

É muito fácil transferir responsabilidades para o setor privado. Tudo que pode dar lucro a alguém é interessante para administradores pouco habilidosos.

Isso era só o que faltava, porque os vivos já rejeitam essa administração, agora é a vez dos mortos… Até pra morrer o povo pobre e sofrido dessa cidade vai ter que pagar. Sinceramente isso só pode ser uma piada! E de muito mau gosto…

Evânio Mafra
Coordenador Jurídico da AFAUNA

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Comentários»

1. DX - 07/11/2011

Concordo plenamente com a opinião sobre a privatização, acho um atestado de incompetência do poder público. Acho também que muitos municípios inclusive o nosso, não tem e infelizmente acredito que nunca terá recursos humanos suficientes para “cuidar” de todos os problemas, sejam eles ambientais ou não. Porém, acho que isso não seja desculpa. Se por exemplo o governo investisse em tecnologia, para que seus processos fossem todos virtuais, e remunerassem melhor os seus funcionários,acredito que não precisasse de tanta gente assim. Com relação aos cemitérios, é claro que estes precisam ser licenciados, os cemitérios são fontes de contaminação pesadíssimas com chorume rico em vernizes, metais pesados, doenças, entre outros, e sabemos que nossos lençois são bastante superficiais e com solo arenoso de alta percolabilidade. Não podemos deixar que os cemitérios sejam construídos de qualquer jeito e isso quem tem que fazer é o GOVERNO!
DX


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