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Vazamento na Bacia de Campos – Doutor, apreenda o DDR, o CBL e sísmicas da Chevron 19/11/2011

Posted by Afauna Natal in Meio Ambiente Urbano, Notícias.
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Fonte: Tijolaço.

O Cement Bond logging do poço de Macondo, no Golfo, a pressa fez a BP-Transocean “pular” testes de cimentação

Publica a Agência Brasil:

O delegado da Polícia Federal Fábio Scliar,  chefe da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, vai intimar  hoje (18) pelo menos seis diretores da Chevron para depor na semana que  vem sobre o vazamento de óleo na Bacia de Campos. A multinacional é  responsável pela exploração de petróleo em um poço no Campo de Frade, a  183 km da costa fluminense.

“Não há qualquer dúvida de que o crime ocorreu. O derramamento é  oriundo da atividade de perfuração. O que me interessa agora é delimitar  responsabilidades. É saber quem era o responsável. Alguns dos  envolvidos estão embarcados, por isso precisamos esperar que eles sejam  rendidos para que possam sair de lá.”

O delegado, que instaurou o inquérito há dois dias, também vai  investigar se os equipamentos usados no Campo de Frade são obsoletos e  se houve perfuração além do que estava previsto no contrato de  exploração. “Na plataforma, alguém deixou escapar que haviam perfurado  500 metros a mais do que deviam e talvez seja essa a causa dessa  rachadura no solo. O que gera estranheza é que eles estavam perfurando a  1,2 mil metros de profundidade e quando ocorreu o problema eles  baixaram uma sonda para filmar o acontecido que não chega a 1,2 mil  metros de profundidade”, explicou o delegado.

Sei que o Dr. Fábio deve estar bem assessorado, mas não custa dizer quais são os documentos- chave que devem ser apreendidos e periciados.

O DDR, Daily Drilling Report, o “diário de bordo” da perfuração. Tem de estar tudo lá: profundidades, incidentes, paradas ou desvios provocados por eventuais perdas de coluna de perfuração, provocada por desmoronamentos nas paredes do poço. vai mostrar também se houve contato com reservatórios de rocha petrolífera deixados para trás com o avanço da perfuração, em busca de novos “alvos”.

O CBL, ou Cement Bond Logging, que é a análise da solidez e vedação do cimento injetado no poço para fixação de sapatas intermediárias e preenchimento do espaço entre os tubos baixados e as paredes do furo aberto, que vai garantir não apenas que elas nçao desmoronem sobre a tubulação como dar estabilidade ao entorno do poço e, sobretudo, que óleo ou gás possam subir por fora da tubulação, encontrar espaços no subsolo e virem parar na superfície.

A execução do CBL toma tempo, e tempo, mesmo com uma sonda antiquada como a usada pela Crevron, representa muito dinheiro. Uma das irregularidades apuradas no acidente do Golfo do México foi o fato da BP ter “pulado” parte destes testes por economia.

Finalmente, as sísmicas vão mostrar onde e quais eram as falhas no solo observadas na região do poço, os depósitos de sedimento eventualmente instáveis em seu trajeto e a adequação dos rumos de perfuração.

Depois daquela história de “vazamento natural” com que a Chevron começou esta história, declarações têm apenas um valor relativo: o que vale mesmo é a documentação técnica.

Aliás, o Dr. Fábio é quem mais tem mostrado desassombro neste caso. Tanto, que a gente gostaria que houvesse lá na ANP gente com essa disposição de “peitar” o poder de uma grande petroleira.

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