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Campo Maior – Animais apreendidos eram liberados através de bilhetinho de secretário e vereador 12/01/2012

Posted by Afauna Natal in Fiscalização Ambiental, Fiscalização de Serviços Urbanos - FSU, Meio Ambiente Urbano.
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Fonte: Campo Maior em Foco.
Quem era culpado agora é inocente, mas provas mostram que políticos e o secretário de agricultura liberava animais apreendidos pela correição por bilhetinho.

Um escândalo denunciado (RELEMBRE AQUI) aqui no Campo Maior Em Foco, sobre a venda ilegal de animais apreendidos pela correição em Campo Maior (84 km ao norte de Teresina) pode tomar proporções bem maiores. O caso estava abafado e ninguém falava nada. Depois que a denuncia veio a tona, a prefeitura divulgou nota onde, previamente, já culpava coordenador da Correição, Francisco Ferreira Fançanha, conhecido como Maitá. O secretário de Desenvolvimento Rural de Campo Maior, Aloísio Ernesto, determinou, através de decreto, o afastamento do mesmo e nomeou seu substituto, Ivan Rodrigues de Oliveira. O radialista Arnaldo Ribeiro também fez insinuações em seu programa, a respeito do senhor Maitá, despertando, inclusive a ira da família, que está revoltada com o tratamento dado a ele, por parte da prefeitura.

A polícia está no caso e um dos compradores dos animais, agora é a bola da vez e já é apontado como culpado, só porque já se envolveu em eleição, sendo candidato por um grupo político.

O PROBLEMA É MAIS SÉRIO O Portal CMN40GRAUS esteve na residência do senhor Maitá e mostrou documentos comprometedores. Bilhetes assinados pelo próprio secretário de agricultura Aloísio Ernesto e pelo vereador Rademarques, autorizam que animais sejam liberados, sem qualquer outro documento em anexo, que prove o pagamento das taxas, como deveria ser o procedimento correto.

Chefe da Correição mostra recibos, provando que ele fazia era legal. Já os outros…
Bilhete escrito a mão, mostram o secretário e um vereador pedindo pra animais serem liberados.

O senhor Maitá também disse que tudo que ele fazia na correição falava e combinava com o secretário Aloísio. O portal diz que um cavalo e um jumento também foram vendidos e o dono do cavalo procurou recuperar o animal, que foi vendido por R$ 300,00. O proprietário é de Altos e o cavalo foi apreendido pelo PRF e levados para o curral de Campo Maior. Perguntado ao senhor Maitá sobre este caso, ele disse que o cavalo foi vendido pelo secretário, depois de fazer uma espécie de leilão e quem ofereceu mais, levou o animal, mas afirmou não saber se acontece uma divulgação e a legalização da venda.

Nesta segunda feira, uma filha do senhor Maitá disse em uma emissora de rádio que seu pai é um trabalhador e merece respeito. Ela chegou a citar o nome do radialista Arnaldo Ribeiro, pela condenação prévia de seu pai. Segundo ela, vai procurar a justiça. Maitá chegou a ser afastado do cargo, mas já foi reconduzido pelo Secretário de Desenvolvimento Rural, Aloisio Ernesto.

Ele disse também que vai tomar algumas providências no sentido de reparar o que foi feito a minha pessoa, pois algumas pessoas acreditaram no que foi dito nos portais e na rádio e eu não tive nenhum direito de defesa.

VENDA DE ANIMAIS SÓ PODERIA ACONTECER POR MEIO DE LEILÃO

O secretário municipal de agricultura, Aloísio Ernesto explicou ao Campo Maior em Foco que o procedimento legal para venda dos animais apreendidos pela Correição seria o lançamento de um edital para a realização de um leilão com ampla divulgação nos meios de comunicação. E que isso só poderia acontecer após 72h de sua apreensão.

Após mostrar os bilhetes, funcionário é reconduzido ao cargo

Inicialmente o secretário não sabia qual versão dá ao fato. Uma hora dizia que os animais tinham sido roubados, em outro momento resolveu afastar o funcionário, e praticamente reconhecendo que ele era o culpado. Ai fez uma festa na imprensa comandada pelos petistas. Mancharam a imagem do funcionários em todos os seus meios de comunicação. Após um outro portal procurar o Senhor Maitá e ele mostrar vários bilhetes que recebia do secretário Aloísio Ernesto e do Vereador Rademarques, ele mudou novamente a sua versão e juntamente com a polícia estão inocentando o servidor e dando a ele o seu cargo de volta. O foco agora é um enfermeiro, simplesmente porque o cidadão já se envolveu em política e não pertencia ao grupo dos que hoje comandam a prefeitura.

ENFERMEIRO AGORA É ACUSADO

No dia da denúncia do Campo Maior Em Foco, a reportagem conversou com Antônio Sérgio Filho, mas conhecido como Sitoin dono da Fazenda Pantanal, proprietário dos animais. Ele contou que seus gados foram apreendidos na sexta-feira (30/12) nas proximidades do Colégio Marion Saraiva e que chegou a procurar o chefe da Correição,  mas não conseguiu localizá-lo. Então deixou passar as comemorações de virada de ano para ir buscar os bichos. Porém antes disso, seu filho, Agamenon, flagrou o momento exato em que os animais estavam sendo transportados para o comprador. Agora a prefeitura já afirma, em matéria divulgada a imprensa, que um enfermeiro teria roubado e vendido os animais.

O enfermeiro é Ivan Carvalho, que falou ao Campo Maior Em Foco. Ele disse que realmente comprou os animais, mas que não sabia a procedência, nem os trâmites da Correição. Ele declarou que a negociação com um funcionário da Correição foi feita no Parque Recreio, e que quando chegou os cinco animais já estavam lá. “Ele me vendeu dizendo que era dele e por um preço normal de mercado” comentou.

Delegado que investiga o caso disse que provas foram forjadas

O delegado Daniel Pires, chegou a dizer ao Campo Maior em Foco na semana passada que vinha investigando a venda de animais e que praticamente não tinha dúvidas que realmente a Correição estaria vendendo porque fez campana nas proximidades do local onde os bichos ficam presos e nunca flagrou nada, porém agora ele decidiu mudar a versão.

Daniel contou a nossa reportagem que o proprietário de um cavalo apreendido pela Correição e havia desaparecido também desconfiava que o animal tinha sido vendido, pois sempre o via na cidade. O cavalo, segundo o Daniel, tinha sido comprado por R$ 1.500,00 e o dono já sabia que ele tinha sido vendido por R$ 300,00.

Mas mesmo assim, na manhã de hoje (09) o delegado foi até a rádio da prefeitura e falou que todas as provas foram forjadas e que o senhor Maitá é inocente. Ele não esclareceu o que lhe motivou a mudar o rumo da investigação.

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