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Natal/RN – Óleo de cozinha: um vilão para a rede de esgotos 30/01/2012

Posted by Afauna Natal in Meio Ambiente Urbano, Poluição das águas, Poluição do Solo.
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Fonte: Tribuna do Norte.

Aliado das donas de casa no preparo de alimentos, o óleo de cozinha pode ser um vilão se for despejado no sistema de esgotos. Descartado de forma incorreta, a substância pode causar sérios danos ao meio ambiente, além de obstruir a rede de tubos que recebem os dejetos de residências.

Reciclagem é uma alternativa adequada. Foto: Divulgação

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) tem reiterado em diversas orientações junto a seus clientes que, uma vez retido nas tubulações, é preciso utilizar produtos químicos para a remoção do óleo. E em lugares onde não existe sistema de tratamento de efluentes, o líquido acaba se espalhando pela superfície de rios e represas, contaminando a água.

“Quando o óleo se mistura à rede de esgoto, após determinado tempo, ele endurece e forma pedras, acarretando obstruções”, afirma o chefe da Unidade de Operação e Manutenção de Redes de Esgoto da Caern para as regiões Sul, Oeste e Leste de Natal, engenheiro Raulyson Ferreira de Araújo.

O produto entope a tubulação e pode fazer os dejetos retornarem ao imóvel. E o perigo não se restringe a isso, vai mais além. Um litro deste líquido usado em frituras pode contaminar até um milhão de litros de água. E esta pequena quantidade do produto leva 14 anos para ser absorvido pela natureza.

O assunto é muito sério. Para ter uma ideia do potencial nocivo deste material é preciso saber que se a substância vai para um rio, cria uma barreira na superfície da água que dificulta a fotossíntese das algas e a oxigenação dos peixes. Segundo o engenheiro, a melhor maneira de descartar o óleo de cozinha seria levando-o aos postos de coleta. “Há supermercados da cidade que o recebem”, diz.

Reciclagem

Muita gente lança o óleo depois de utilizado nos ralos e nas pias das residências sem se importar com as consequências deste ato impensado. O correto é fazer o descarte de maneira consciente e civilizada. A opção ambientalmente adequada é a reciclagem do produto. Utilizando cinco litros de óleo, dois de água, 200 mililitros de amaciante e um quilo de soda cáustica em escama, por exemplo, pode-se produzir sabão em barra.

Ele também é matéria-prima para a fabricação de outros produtos como detergente, glicerina e ração de animais. E como é feito a partir de vegetais como soja, algodão, milho e girassol pode ser alternativa para a produção de biodiesel.

Existem outras opções interessantes. Há três anos, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Rio Grande do Norte (Abrasel-RN) desenvolve o projeto “Papa Óleo”.

A iniciativa funciona da seguinte forma: restaurantes cadastrados recebem o óleo, descartados por moradores das redondezas ou de outros locais conscientes de seu dever de cidadão, armazenado em garrafas pet, e em seguida é coletado pela RCW Coletora de Óleo Saturado, empresa parceira do projeto.

Nos estabelecimentos, o produto é depositado em recipiente limpo, seco e livre de resíduos. Uma vez por semana ele é recolhido pela RCW e, portanto, reutilizado de maneira sustentável.

Atualmente são onze restaurantes cadastrados para a coleta do óleo. São estabelecimentos situados em bairros como Petrópolis, Tirol, Capim Macio, Ponta Negra, Lagoa Nova e Via Costeira. A lista com os nomes e endereços dos estabelecimentos que podem receber o óleo de cozinha está no site da entidade.

Texto retirado do portal da Caern.

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